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Ex-jogador Elder Henrique relembra sua passagem pelo futebol paulista

17 de Setembro de 2020

Foi no Águas de Lindóia Esporte Clube que o mineiro se profissionalizou no Futebol e teve a oportunidade de disputar o Campeonato Paulista Série B3; atualmente ele se dedica a carreira de tatuador, sendo procurado por atletas de todo o Brasil

O futebol foi a primeira paixão do ex-jogador de futebol Elder Henrique de Moraes Pereira. Com apenas 17 anos se tornou um atleta profissional e disputou o Campeonato Paulista Série B3 pelo Águas de Lindóia Esporte Clube, onde teve um grande aprendizado. Uma lesão o fez deixar o time algum tempo depois, mas a experiência adquirida foi importante para a retomada da carreira do ex-atleta mineiro, que atualmente deixou o esporte e se destaca como tatuador.

Elder Henrique foi contratado pelo time de Águas de Lindóia em 2001, após deixar a categoria de base do Santos por perceber que não teria muitas chances de jogar lá naquele momento. “Era a última categoria de Juniores do Santos. Eu disputava posição com o Robinho, com o Diego e outros atletas que já tinham mais experiência. Corria o risco de eu passar o ano todo lá e depois ser mandado embora”, explicou.

Foi então que o ex-jogador conheceu um empresário que lhe fez a proposta de ir para um time do interior de São Paulo, o Águas de Lindóia Esporte Clube, que disputava o Campeonato Paulista da Séria B3. “Ele me disse que eu seria profissionalizado e, posteriormente, isso me daria uma bagagem melhor. Se eu me destacasse teria chances de ir para outro time grande, mas com um cenário diferente, porque naquele momento eu já seria um atleta profissional, o que faria diferença na minha carreira”, pontuou.

O mineiro aceitou o desafio e foi para Águas de Lindóia, onde chegou com uma bagagem importante, já que estava vindo da base do Santos, um time grande. “Isso me ajudou bastante. O time era sub 23 e eu tinha só 17, era considerado uma promessa e teria a possibilidade de me destacar no Campeonato Paulista”. Após iniciar os treinos e fazer algumas semanas de teste, Elder Henrique foi contratado, profissionalizado e jogou as partidas da pré-temporada como titular na posição de atacante, tendo participado de jogos contra times como Ponte Preta, Guarani, Bragantino e Atlético Mineiro.

“Fiz uma boa pré-temporada e iniciei o campeonato como titular, mas após as primeiras rodadas machuquei meu tornozelo e precisei ficar dois meses fazendo tratamento e longe dos gramados”, destacou o ex-atacante, que conseguiu se recuperar da lesão naquele momento, mas assim que voltou aos treinos sentiu novamente dores. “Foi um momento muito complicado para mim, que estava longe de casa, da família, fazendo novamente tratamento para me recuperar e vi que em função dessa lesão eu não voltaria a jogar naquele ano”. Foi então que Elder decidiu voltar para Varginha (MG).

“Foi uma passagem rápida pelo Águas de Lindóia naquele momento, mas que me ensinou muita coisa, me rendeu um aprendizado muito grande e a amizade com jogadores que depois se destacaram no futebol nacional e jogaram em times grandes, como o Alex Bruno, que jogou pelo São Paulo e foi campeão paulista, brasileiro, da Libertadores e até do Mundial”, destacou o ex-jogador.

Tatuagem

Após deixar o time do Interior de São Paulo, Elder se recuperou, jogou em outros times de Minas Gerais, como o Caldense, de Poços de Caldas, até sentir novamente seu tornozelo e decidir concentrar suas energias na arte, sua segunda paixão.

“Eu sempre me interessei e gostei de desenhos e foi por esse caminho que segui naquele momento de dúvida sobre a minha carreira”, destacou Elder, que inicialmente pintou quadro com a técnica de sprygrafia, depois passou a personalizar motos e capacetes até iniciar na tatuagem em 2012, após fazer um curso em São Paulo.

Ao ingressar nesse mercado, o ex-jogador prometeu para si mesmo que faria a diferença nesse segmento, que não seria só mais um tatuador e que lutaria para isso. Em 2015, já consolidado na carreira, conseguiu abrir seu estúdio, um espaço diferenciado que hoje recebe clientes de várias regiões do Brasil.

“A tatuagem hoje é o elo que tenho com o esporte. Já tatuei vários jogadores de Minas Gerais. Já fui, inclusive, até Balneário Camboriú tatuar na barbearia do Alex Bruno, que é meu amigo pessoal”, completou Elder, que também já foi convidado pelo jogador da seleção brasileira de basquete e campeão da NBA Leandrinho para ir até a sua cidade tatuá-lo.

“Por meio da tatuagem estou voltando as minhas origens do esporte. Quero manter esse elo, levando meu trabalho para essas estrelas e me destacando cada vez mais”, concluiu o ex-atleta.

Seu trabalho pode ser acompanhado em sua página no Instagram (https://www.instagram.com/elderhpereira/), onde reúne mais de 160 mil seguidores, e também pelo site www.elderarts.com.br.

 

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